A clara noite da alma


Todo o esplendor do céu noturno em amplidão com a natureza manifesta em sua harmonia...
Vejo o primeiro Arcano nu, uma mulher simbolizando leveza e pureza. Bem estar pessoal, aludindo também fertilidade e nutrição, desprendimento e plenitude em si mesma, rompendo com padrões e obrigações sociais, despojada, suave, plácida, liberta.

Pueril, até de certa forma descontraída e despreocupada, refrescando um dos pés na água... Libera de um dos jarros, água na água. Como se avisasse que todo excesso deve ser devolvido à fonte, e do outro verte para terra como a lembrar: temos que nutrir o solo de nossas atitudes um tanto a cada dia, nem mais nem menos, mas que seja agora!

“A esperança da colheita já reside na semente”. Algumas plantinhas precisam ser regadas todos os dias, com um tanto adequado e o solo que se nutre desta mesma atitude e quantidade há de agradecer em breve. A esperança que ela prenuncia é de continuar um caminho e o caminhar, um esperançar - Esperança com ação - pois a esperança passiva é utópica e vã...

Mesmo havendo excessos do poder de escolha, mesmo que as dissoluções do ego traduzam mais dor, estamos numa outra fase, onde podemos ter o lirismo do desapego, pois é evolução natural dos fatos que um dia também se aprenda com erros e acertos.

Vejo que essa bela mulher é a nossa alma. Infante, renovada e se renovando. É por vezes esquecida, ignorada e desconhecida. E quando (ou se) reconhecida, há de ser tão amada como desejada! Dizem que antigas cartomantes viam na Papisa, no Papa e Estrela lâminas de proteção.


Que seja ela então a Proteção para todos nós. Pois nossas almas esperam o alvorecer e o Arcano XVII é um farol em certas noites da nossa existência.

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