Conter o não contido

 Imagem: Le Tarot des Imagiers du Moyen-Âge de Oswald Wirth - Editions de L'aigle

Neste momento! Solte-se em si mesmo, na sábia coragem sem ímpeto de destemido. Meça o comedido de conter o jamais contido, com arrojo daquele que ousa ir além do que é entendido normal e possível.

Veja! Como pode a realeza animal tão dona do instinto de preservação e sobrevivência, se ver assim tolhida e acolhida pela dominação sutil da suave inteligência?

Que força mestra é esta? Misteriosa, suave e magnética? Amplificada pela fragilidade do gesto feminino, ficar ronronando feito filhote onde seria terrível rugido?

Como pode então tal imagem estar oculta em ti ou em mim? Como? Onde? Sim! Contido no Arcano XI, e em nós adormecida!

O Rei subjugado
sem crueldade ou opressão está vassalo da bela Dama e se deleita ainda da plácida beleza. São potências opostas se integrando em silente mensagem:

Só aquele que domina seus instintos sem perverte a esmo contém no aparente não contido, o saber de si mesmo. Aplicando a Força de não forçar, seguro no desprender sem apelos de poder, soltar e ainda sensorialmente continuar a dominar.

Prestar atenção! Mas se então muito ao domínio entregue, tenaz e agressivo, se tornará em cadeias da vaidade de conter o não contido e sendo assim apegado dormirá Força certamente...

E despertará bem possível, no patíbulo do Pendurado!

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