Cantilena para um velho viajante

Velho Viajante
Ele é a prudência somada em anos de andanças
Viveu seus prazeres e também seus desenganos
Mas nem por isso desistiu de buscar a iluminação
Caminha lento, levando uma lanterna e apoiado num bastão

Viajantes! Meus respeitos venho aqui apresentar,
Para contar, do meu jeito, a trajetória de um sábio e velho sujeito,
Que às vezes mora pra lá das caatingas, nem mais nem menos,
Nem longe, nem perto daqui ou acolá.
Por alguns é conhecido, e por outros nem é percebido.

Ele é a prudência somada em anos de andanças
Viveu seus prazeres e também seus desenganos
Mas nem por isso desistiu de buscar a iluminação
Caminha lento, levando uma lanterna e apoiado num bastão

Ele pesquisa, em sua alma, para saber como ter ponderação,
Pois ao revelar a todo viajante, transforma-o em estudante
De seus ensinamentos, indo buscar naquele lugar de isolamento,
Ouvir em silêncio as falas de tanta sabedoria e discernimento.

Ele é a prudência somada em anos de andanças
Viveu seus prazeres e também seus desenganos
Mas nem por isso desistiu de buscar a iluminação
Caminha lento, levando uma lanterna e apoiado num bastão

Com o peso de tantos anos, ele sabe que as conquistas bem sucedidas
São precedidas de tempo pra maturação; isolou-se, não pra fugir do mundo,
Feito mesmo um ermitão, mas pra buscar respostas pra sua alma e coração,
Pois o equilíbrio é a chave pra vencer seus desafios e retornar à civilização.

Ele é a prudência somada em anos de andanças
Viveu seus prazeres e também seus desenganos
Mas nem por isso desistiu de buscar a iluminação
Caminha lento, levando uma lanterna e apoiado num bastão

Essa figura, ímpar, está presente no jogo do Tarô!
E não tem nada de errado em querer saber o que pode ou não acontecer.
Há momentos que nem os santos, do altar, querem tuas preces atender!
Busque o velho Viajante! Ele vai te dizer: o melhor é aceitar a vida, siga a viver.
E se tiver outras perguntas, ouvirá: a resposta já está dentro de você!

Viveu prazeres de homem feito e também seus desenganos
Sem perder a esperança não desistiu da iluminação
Caminha lento levando uma lanterna e apoiado num bastão
Seu nome é Eremita, Arcano Nove do jogo da adivinhação

Comentários