Um povo esquisito

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Conjuntos de Tarôs comercialmente falando passam de mil. Possibilidades das interações de aplicações são diversas. Linhas de estudos e interpretações, outras tantas. Tarólogos são milhares pelo mundo, cada qual com seu jeitão de praticar a Arte. É neste ponto, o da prática, que às vezes surgem as rusgas de cabotinas elaborações, criando o tom de acirradas divergências filosóficas.

Notem como esta miscelânea louca converge para o mesmo ponto de partida e chegada: O Tarô e temos o singular em estranhíssima pluralidade. Há um grupo de indivíduos que esquecem pertencer a uma coletividade ainda marginal que enquadra uma única realidade. São personalidades desiguais na agonia do ponto antagônico deste mesmo comum: trabalhar com Tarô. Creio ser isto que devemos pensar e muito!
 
Pensar que é o Tarô que nos une. Deixar de elaborar picuinhas que nos desagregarão. Somos seres de temperamentos e momentos nada perfeitos, criando o nosso melhor a cada dia. Mesmo com toda erudição e anos de estudo e prática, prolíficos professores, autores e profissionais da área, até o outro extremo, o do mais recente aprendiz da Arte, temos este algo em comum que ficará quando todos passarem: O Tarô!


União 

Avançamos pelo mundo com nossa visão  e crença. Criamos regras éticas e dogmas, vestimos o turbante dourado da presunção e despimos as sandálias da humildade, e assim a auto-suficiência torna-se o calo desta missão de vida, se não curamos a nós mesmos, nos esconderemos no salto alto da auto-indulgência - “Sou humano e tarólogo também erra…”
 
Enfrentamos um meio social ora conservador, fanático ou cético, mas é exatamente entre os nossos iguais que encontramos os maiores desafios.

Narciso de Michelangelo Caravaggio
Esquisito este povo do Tarô… mas que fascinante essa estranha vida de buscas do saber simbólico, e porque não, da prática do amor ao próximo! Mesmo quando este próximo está na proximidade do reflexo de Narciso. Mas saibam caros Viajantes, não somos quase todos assim. Como é estranho este meu povo do Tarô.

Comentários

  1. Olá Caro Amigo e companheiro de jornada Arierom,

    Concordo com muito do que você disse, mas meu Amigo, "esquisita?", ah, isto não sou não (rindo muito, pois gostei do termo empregado).

    Sou estudante de Tarô, gosto por demais desta Arte, e portanto me agrada "mas que fascinante essa estranha vida de buscas do saber simbólico, e porque não, da prática do amor ao próximo!". Aqui sim está perfeito!

    Abraços "esquisitamente" dourados!

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  2. Rainha de Ouros,
    mas pense: conversamos diariamente com imagens/símbolos renascentistas...

    E Eles respondem!!!

    Como diz um amigo meu:
    "Prefiro ser estranho a ser normal demais"

    Abraços!!

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  3. Muito boa essa discussão.
    Achei interessantíssima a colocação de Arierom: "conversamos diariamento com imagens/símbolos renascentistas".

    E o mais esquisito é que elas falam coisas que às vezes não entendo.rsrsrs Acho que SÓ com o convívio vai se aprendendo o que elas dizem.

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  4. Flávio,
    "A tempo e a contento tudo lhe será revelado... no devido momento."

    Decodificar um símbolo é senti-lo. Estudos, prática e troca de idéias como outros estudantes. Tarô é um estudo para vida toda!

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