A Musa trainne

Mantegna Musa Melpômene
Mutus Liber "Tarot de Mantegna"
Viajante, lia na quarta capa de um livro adquirido recentemente, aquela historinha do mago egípcio Hermes-Thoth, que gravou em 78 lâminas de ouro os ensinamentos ocultos que constituíram os princípios da filosofia hermética. Estas mesmas lâminas teriam sido destruídas na conquista dos Persas. Sem cerimônias, minha Melpômene de plantão deu o ar de sua graça e tocado por ela sentei-me a frente do teclado do PC e comecei a dourar esta pílula dominical.

Melpô” abrindo meu baú do esquecimento, resgatou duas lembranças: a de Vovó dizendo “é brincando que se dizem as verdades”; e a crônica “A história de dois videntes”, de Paulo Coelho que conclui: Sempre que precisar disparar a flecha da verdade, não se esqueça de antes molhar sua ponta num vaso de mel.

Sei que minhas verdades não são absolutas, no máximo podem ser minhas transitórias verdades, pois opinião foi feita para mudar. Meu pote de mel é uma mescla de  humor, ironia e heresias taromânticas (ao menos cismam ser). Estas recordações ficaram rondando feito gato manhoso querendo colo...

Voltei à quarta capa do livro... ria com meus botões e pensei: Oxalá algum Champollion da Nova Era, desenterre das areias do velho Egito ao menos uma dessas lâminas gloriosas. Não seria fantástico? Era sobre isto que pensei em escrever, quando outro pacote de informação chegou ronronando: este ano o livro "Tarô, Ocultismo & Modernidade” do Nei Naiff completa 10 anos de lançamento...

Caramba! E ai, lindona? Tudo vem assim em peças soltas de quebra-cabeças variados? O que tem o livro do Nei agora? Questionei minha estranha musa, que creio ser estagiaria, e ela afastando alguns véus suspirou: no livro do Nei tem um capítulo por nome “Gênese do Tarô”...

Pela lanterna do Arcano VIIII, onde quer me levar? Fiquei esbravejando mentalmente e conjecturando, quando...

Fiat Lux! Explico enfim este floreio todo: se com o andar de alguns segmentos do meio tarotista dos dias de hoje, e se num possível relançamento de seu livro; o Professor não teria que acrescentar um capítulo: “Apocalipse do Tarô”. Descrevendo a morte cerebral do entendimento do “Tarô que é Tarô”, devido a uma congestão sofismática, que causou um acidente vascular cerebral, induzido por tantas tarolices emergentes...

Melpômene“Melpô”
Espero mesmo que não passe de mais um devaneio ocioso com o apoio de minha Musa trainee, né ? Sua benção, aliás!

Comentários

  1. Saudações Arierom! Acho que das vaidades, existem montanhas aos montes e delas, raramente se aproveita algo;já com os devaneios...ahhh!,montes e montes de montanhas de verdades existem à vista e são aproveitados à rodo em meias verdades, e que são achadas em mentiras reais...Tem como montar isso certo,com cada parte em seu lugar? Claro! Só não vai mais "prestar" como antes; vinho do Porto em partidas,taças nunca inteiras;partes do Todo,tudo junto, coisa de cacos inteiros e completos...

    Com todo respeito,acho que sua avó era prima da minha avó,rs! Mundo pequeno?Sim,mas acho que tb não;deve ser só o "n°" 3, resultando do 21 solto...

    Um grande abraço pra vc.

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  2. @Radi,

    penso que a sabedoria natural dos antigos os unem numa irmandade. Felizes aqueles que puderam conviver e aprender a ouvi-los!

    Forte abraço!

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  3. Saudações!
    Amigo ARIEROM:
    Estava a viajar em sua fascinante narrativa, dado ao manancial de conhecimentos velados, -pelos menos para mim - ainda consegui adicionar um pouquinho.
    Parabéns por mais uma excelente matéria!
    Fraternalmente,
    LISON.

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  4. @lysonn,

    obrigado! Fico muito contente que o tema e a proposta cative sua atenção e carinho. Tenha uma ótima semana Lison.

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